Memória do trabalho: economia quilombola e lembrança dos velhos de Araras | Land Portal | Protegendo os direitos da terra através de dados abertos

Resumo

Neste seminário, busco refletir sobre a relação entre a memória do trabalho e as representações sociais a partir das lembranças dos velhos da comunidade quilombola de Araras, em Teixeira de Freitas, na Bahia (Brasil). Com base nos estudos da memória social, destaco a importância das lembranças na interpretação dos modos de viver, bem como das mudanças nas relações de produção que ocorrem na comunidade. O estudo identifica, dentre vários fatores, a insatisfação com o que Maria José Carneiro tem chamado de pluriatividade - ou seja, a coexistência de outras atividades e fontes de remuneração a que os campesinos têm que se dedicar para garantir a produção agrícola. Nesta investigação, ressalto a busca por estratégias, na comunidade quilombola, que valorizem práticas e produções mais endógenas.

Palavras-chave: memória social; quilombo; representações; pluriatividade

Nota biográfica

Bougleux Bomjardim é doutorando do Programa de Pós-Gradução em Estado e Sociedade da Universidade Federal do Sul da Bahia. É Mestre em Letras pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). Graduado em Letras Vernáculas. Sua investigação de doutoramento se detém sobre a memória social dos velhos quilombolas da comunidade rural de Araras, em Teixeira de Freitas (Bahia, Brasil). Pesquisa acerca do ensino de português, no grupo de pesquisa Linguagem Identidade e Ensino, na UESC, e sobre aspectos das representações sociais da cultura afro-brasileira. Interessa-se, ainda, pela teoria estética adorniana, a saber: estudos da violência em Literatura brasileira e LGBT.

Atividade no âmbito do ECOSOL-CES.

Compartilhe esta página