Angola está num nível sustentável | Land Portal | Protegendo os direitos da terra através de dados abertos

Angola possui uma área global de 60 milhões de hectares de cobertura florestal contra os 53 milhões que possuía anteriormente, representando uma vasta cadeia de exploração da flora e fauna nacionais.

Os dados constam dos resultados preliminares da primeira fase do primeiro Inventário Florestal Nacional, pós independência, apresentado pelo Ministério da Agricultura, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).



Segundo o director geral do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), Tomás Caetano, o primeiro Inventário Florestal Nacional, que iniciou em 2008 e cadastrou 199 unidades de amostragem das 591 previstas em três fases, permitiu fazer a observação directa dos parâmetros de cobertura vegetal, utilização dos solos, da degradação por via da utilização antrópica, presença de animais selvagens, assim como da proximidade das pessoas na cobertura florestal.



A execução e conclusão desta primeira fase do inventário florestal, afirmou, forneceu resultados interessantes por apresentar, 30 por cento do nível de certeza, mostrando que se vai alcançar os 100 por cento, de certeza quando se realizarem as 591 unidades de amostragem. 



Disse ainda que este inventário indica que Angola possui uma taxa de desflorestação anual de 8.2 por cento, estando abaixo das taxas de muitos países africanos, o que vai permitir planificar e gerir melhor os recursos florestais. “Temos uma taxa de desflorestação aceitável e controlada que não coloca o país em risco”, garantiu Tomás Caetano.



De acordo com a fonte, as preocupações de casos de desflorestação que se tem registado no país deriva da intensificação do processo de exploração florestal, nas regiões com maior densidade florística e faunística. O processo de exploração florestal, prosseguiu, não coloca o país em risco, porque Angola ainda está num nível sustentável que pode produzir anualmente cerca de 360 mil metros cúbicos de madeira, garantindo a sustentabilidade das florestas, contra os 190 mil metros cúbicos produzidas actualmente, representando níveis inferiores da capacidade permissível.



“O que se pretende é garantir a sustentabilidade do processo de exploração das florestas, controlando o modo como as indústrias e as populações exploram a cobertura florestal disponível”, acrescentou.



Apontou as províncias do Uíge, de Cabinda, Moxico e Cuando Cubango como as que mais exploram as florestas e produzem a madeira.



Considerou a utilização dos solos para a prática da agricultura, a urbanização, os fenómenos naturais (erosão), entre outros como os factores presentes na desflorestação de várias regiões do país. Quanto à fauna e as espécies florestais, o responsável afirmou que as pesquisas limitaram-se apenas, na contabilização dos exemplares encontrados nas unidades de amostragem, por falta de especialistas para atribuir os nomes científicos das espécies encontradas durante a investigação.



Os estudos preliminares indicam a existência de cerca de 80 espécies exploráveis nas florestas do território nacional e mais de 800 espécies catalogadas, faltando técnicos com conhecimento científico, para exploração e utilização destes recursos florestais.



A obtenção dos resultados preliminares da primeira fase do primeiro Inventário Florestal Nacional contou com o engajamento de cerca de 109 técnicos nacionais do IDF e estudantes do curso de Engenharia Florestal da Universidade Agostinho Neto, bem como o apoio técnico da FAO.



A execução deste programa, que contempla três fases, tendo concluída já a primeira etapa, orçou em dois milhões 181 mil e 299 dólares americanos.



O programa tem como objectivo providenciar ao país informações quantitativas e qualitativas sobre os recursos florestais, bem como a recolha de contribuições técnicas, administrativas e financeiras para continuação das actividades na segunda fase (engloba 204 unidades de amostragem) e a terceira (188 unidades de amostragem) do Inventário Florestal Nacional.

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