FAO implementa iniciativa agrícola de mais de US$ 32 milhões em Moçambique | Land Portal
Produtores de Nampula e Zambézia devem melhorar qualidade das safras para chegar a mercados internacionais; Projeto Promove Agribiz deve beneficiar 60 mil agricultores com fundos da União Europeia.*Produtores de Nampula e Zambézia devem melhorar qualidade das safras para chegar a mercados internacionais; Projeto Promove Agribiz deve beneficiar 60 mil agricultores com fundos da União Europeia.*
 
Moçambique formalizou esta quarta-feira um projeto de US$ 32 milhões  que pretende melhorar a competitividade rural nas províncias de Nampula, no norte, e Zambézia, no centro do país.
 
O Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, assinou o memorando do projeto Promove Agribiz com o Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar do país.
 
Distritos
 
Em declarações a jornalistas, em Maputo, orepresentante da FAO em Moçambique, Olman Serrano, explicou como irá funcionar a iniciativa.
 
“O projeto Agrobiz será implementado pela FAO junto de outros parceiros. A FAO no projeto tem orçamento de €29 milhões, mais ou menos US$ 32 milhões, e tem uma duração de cinco anos sendo implementado em 10 distritos nas províncias de Zambézia e Nampula.”
 
Olman Serrano elogiou os esforços do governo moçambicano e o apoio da União Europeia ao destacar a importância da nova iniciativa envolvendo dezenas de milhares de beneficiários.
 
Vantagens
 
“O projeto vai apoiar diretamente aos agricultores familiares, não só para aumentar a produção e produtividade, mas também para atingir os mercados. Os beneficiários são cerca de 60 mil pessoas que são produtores agrícolas e também entidades de setores públicos e privados no setor agrário. Este apoio contínuo da União Europeia e a FAO em Moçambique é fundamental para fazer face aos desafios que o setor agrário está a enfrentar.”
 
O representante da agência da ONU destacou ainda as vantagens da vertente nutricional do Promove Agribiz.
 
“Irá contribuir para reforçar o sistema nacional de sementes com ênfase na melhoria do quadro regulatório da capacidade institucional no reforço do diálogo público e privado e de conhecimento à capacidade dos produtores locais. Obviamente, não podemos deixar a parte nutricional, vamos trabalhar na melhoria de conhecimento e adoção de práticas de nutrição e segurança dos alimentos que constituem uma grande preocupação em termos de saúde e acesso aos mercados.”
 
ONU Moçambique/Emídio Josine

Moçambique reduziu em 32% o nível de insegurança alimentar e o número de pessoas com fome nos últimos 10 anos.

Mercados 
 
Nas duas províncias mais povoadas de Moçambique, a iniciativa pretende reforçar a resiliência dos pequenos produtores colocando sementes de qualidade ao dispor dos produtores.
 
Outras metas da iniciativa são abrir portas para mercados internacionais, reforçar a cadeia de valor agroalimentar e melhorar os índices de desnutrição no país onde mais de 500 mil pessoas não sabem o que comer na próxima refeição.
 
*De Maputo para ONU News, Ouri Pota.

 

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