Insegurança alimentar na Guiné-Bissau aumentou 3,6% em 2019 | Land Portal | Protegendo os direitos da terra através de dados abertos

A ministra da Agricultura da Guiné-Bissau, Nelvina Barreto revelou hoje que a insegurança alimentar aumentou em 3,6% no país em 2019, sobretudo nas famílias das regiões de Gabu, Cacheu, Biombo e Oio.

Nelvina Barreto anunciou estes dados na abertura de um seminário de validação dos resultados do inquérito ao Sistema de Seguimento da Segurança Alimentar e Nutricional (SiSSAN) na Guiné-Bissau, lançado pelo Governo em colaboração com vários parceiros.
 
Do inquérito, concluiu-se que 30,7% dos agregados familiares na Guiné-Bissau apresentavam insegurança alimentar, entre setembro de 2016 a setembro de 2019, ou seja, cerca de 368.458 pessoas.
 
Se Biombo, Cacheu, Gabu e Oio são as zonas mais afetadas, com taxas variando em torno de 36 a 39%, as regiões de Bafatá, Quinara e Bolama-Bijagós são as que apresentam os índices mais baixos de subnutrição, na ordem de 20%, indicou ainda o estudo.
 
Segundo a ministra da Agricultura guineense, os agregados familiares chefiados por mulheres são mais afetados pela insegurança alimentar em comparação com as que têm o homem como o responsável, "embora a diferença não seja estatisticamente significativa", referiu.
 
Nelvina Barreto adiantou que a insegurança alimentar tem as crianças como as principais vítimas, baseando-se no MICS 2014 (inquérito aos indicadores múltiplos) levado a cabo pela Unicef - organização das Nações Unidas para a infância - e o Governo guineense, para sublinhar o facto de que 27,6% das crianças sofrem de atraso de crescimento em toda a Guiné-Bissau.
 
Esse atraso no crescimento é superior a 30% nas crianças das regiões de Oio, Bafatá e Gabu, notou a ministra.
 
Apesar do potencial conhecido em termos de terras aráveis e de água, a Guiné-Bissau continua a enfrentar uma baixa na produção agrícola nos últimos dez anos, assinalou Nelvina Barreto, dando como o exemplo a diminuição em 30% da produção do arroz, base da dieta alimentar do país.
 
A degradação dos solos, enclavamento das zonas de produção, as mudanças climáticas, a diminuição da mão de obra no campo, a emigração, o êxodo rural, as migrações internacionais, a falta de investimento e o apoio público na agricultura, são, entre outros, os fatores determinantes para o agravamento da insegurança alimentar no país, notou Barreto.
 
Sem descurar a instabilidade política, a ministra apontou como caminho o aumento do investimento na agricultura, que representa 47% do PIB e dá emprego a 69% da população ativa na Guiné-Bissau.

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