África do Sul: Desemprego de mulheres negras supera média nacional | Land Portal

(Foto simbólica). Foto: AFP/Getty Images/O. Andersen

PR da África do Sul considera elevada a taxa de desemprego das mulheres negras no país e diz que está "acima da média" nacional. Cyril Ramaphosa admite que a promoção da iguadalde de género não tem avançado na economia.

"Os indicadores mais recentes mostram que a taxa de desemprego entre as mulheres negras africanas é a mais alta, com 41% por cento, mais de quatro pontos percentuais acima da média nacional", referiu Ramaphosa na sua 'newsletter' semanal ao país divulgada esta segunda-feira (04.10) no sítio oficial da Presidência da República.
 
Ramaphosa considerou que a África do Sul "avançou" na promoção da igualdade de género desde a queda do regime do 'apartheid,' em 1994, em setores como "Governo, sociedade civil, administração da justiça, desporto e cultura". "Infelizmente, não registamos o mesmo progresso na economia", sublinhou.
 
O chefe de Estado salientou que no ano passado, o Governo do Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês), o partido no poder de que também é presidente, anunciou uma quota de "pelo menos 40 por cento" das compras do setor público a "empresas de propriedade de mulheres".
 
Promoção das mulheres na economia
 
"Embora alguns departamentos [públicos] tenham aumentado as suas despesas com aquisições em empresas pertencentes a mulheres, é necessário garantir que isso se traduza em crescimento e sustentabilidade tangíveis", frisou Ramaphosa, adiantando que "as mulheres continuam a ser priorizadas para oportunidades de trabalho por meio de uma série de programas de empregos públicos".
 
Foto: Picture alliance/dpa/Volkswagen/F. Gentsch

Cooperativa de mulheres na África do Sul (Foto simbólica) - Foto: Picture alliance/dpa/Volkswagen/F. Gentsch. 

Nesse sentido, o Presidente sul-africano indicou que 66% dos participantes na primeira fase do programa 'Estímulo Presidencial ao Emprego', eram mulheres que se candidataram a cargos na administração pública.

Na sua comunicação ao país, em inglês, Ramaphosa destacou ainda que: "Dos 206.000 hectares de terrenos do Estado disponibilizados no ano passado, 54.000 hectares - compreendendo 78 fazendas - foram atribuídos a mulheres beneficiárias".

Acesso à terra

O líder sul-africano sublinhou que o Governo visa alocar "pelo menos 50% das terras do Estado" a mulheres de forma a "aumentar o acesso das mulheres a terras produtivas para a agricultura".

"Também precisamos de abordar a representação inadequada de mulheres em cargos de gestão no setor privado", frisou o Presidente da República, acrescentando que "cerca de 67% dos cargos de gestão são ocupados por homens, comparativamente aos 33% por mulheres".

"Precisamos garantir maior proteção social e de outra natureza a mulheres empregadas no setor informal e em ocupações de trabalho elementar e doméstico", frisou o Presidente sul-africano.

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