ONU apoia combate à cólera em Moçambique após passagem do ciclone Freddy | Land Portal

Foto: Bob McCaffrey/Flickr​

Zambézia, a província mais afetada, soma 600 casos da doença e de diarreias agudas desde fevereiro; agricultura, áreas de alimentação, água, saneamento e saúde são prioridades na aplicação de US$ 10 milhões doados esta semana pela organização.*

As Nações Unidas impulsionam o apoio à resposta em favor das vítimas das inundações e do ciclone Freddy em Moçambique. O combate à cólera é o novo desafio, após o evento extremo que arrasou vastas áreas do país por duas vezes.

Na província da Zambézia, foram  diagnosticados cerca de 600 casos da doença e de diarreias agudas desde fevereiro. Oito pessoas perderam a vida  devido ao surto e mais de 250 pacientes foram internados.

Campanha de vacinação contra a cólera durante as inundações

Falando à ONU News, em Maputo, a coordenadora residente, Myrta Kaulard, reiterou o apoio aos planos das autoridades para minimizar a situação. Autoridades meteorológicas acompanham o movimento do ciclone ainda ativo.

“Sobretudo a purificação da água, a hidratação das pessoas e atribuição de antibióticos. O estoque que temos é muito baixo, o Ministério da Saúde foi incrível ao fazer uma campanha de vacinação contra a cólera durante as inundações. Cerca de 719 mil vacinas foram administradas durante as inundações, o país tem 1,4 milhão de vacinas, mas o importante é necessário fazer mais.”

 

 

A chefe humanitária em Moçambique destacou algumas áreas nas qual será aplicado o montante, que incluem a agricultura e  alimentação.

“Estes US$ 10 milhões que recebemos do fundo de emergência das Nações Unidas vão ser utilizados para mobilizar material de água, saneamento, saúde, lonas para abrigos, também sementes e alimentos, porque outro enorme problema é que todas estas inundações destruíram muitas terras férteis que estavam prontas para a colheita. Estamos a falar de muitas famílias que perderam a colheita.”

Terceira vaga de chuvas

Para além da cólera, uma possível terceira vaga de chuvas fortes é também uma preocupação para parceiros humanitários.

“ Ainda não vimos todo impacto do ciclone Freddy. Mais de 200 mm de chuva num dia, esta é a quantidade de chuva correspondente a um mês. Estamos a fazer muita advocacia para que os parceiros, seja também os colaboradores de desenvolvimento para apoiar na recuperação imediata para que o país possa continuar o seu caminho até o desenvolvimento sustentável.”

A chefe da ONU citou que o número reduzido de perdas humanas se deve a colaboração entre o Instituto Nacional de Meteorologia, Inam, e o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres, Ingd. Moçambique teve cerca de duas dezenas de óbitos durante o ciclone.

“Até agora não vimos muita perda de vidas humanas. O país dispõe de competências técnicas e de capacidades para trabalhar com imagens de satélites e antecipar o impacto dos ciclones com uma precisão muito alta, permitem então que o Ingd possa informar todas as populações destas zonas possam ser evacuadas para os abrigos e depois esperar até que o tempo volte ao normal.”

Perda de terras cultivadas

Dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres, Ingd indicam que mais de 38 mil hectares de terras cultivadas foram perdidos, enquanto outros 179 mil de terras cultivadas foram inundadas.

O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres, Ingd, indica que a província da Zambézia é a mais afetada com cerca de 211 mil pessoas. O segundo maior número de vítimas foi em Sofala com 33,4 mil pessoas.

*Ouri Pota, de Maputo para ONU News.


 

 

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