Mais de 300 Escolas de Campo começam a ser graduadas até final deste mês | Land Portal

Um total de 360 escolas de campo (ECA) vai ser graduado, até final deste mês, na província de Malanje, com a conclusão dos três ciclos de aprendizagem sobre metodologias e técnicas de produção agrícola.

 

A formação teve a duração de três anos em seis municípios de intervenção do Projecto de Agricultura Familiar e Comercialização – MOSAP.

O coordenador provincial do Projecto, Paulo Sozinho, concedeu estas informações durante a recente cerimónia de entrega de certificados às 20 escolas, que concluíram o processo de formação, na comuna do Cota, município de Calandula.

O responsável disse que,  a nível da comuna do Cota, concretamente na aldeia da Missula, se encontra em fase conclusiva a formação e outras acções de treinamento de camponeses, que já têm desenhado um  plano de negócio.

Nesse sentido, reconhece ser imperioso a melhoria do foco destes produtores, sobre a produção agrícola, principalmente as culturas de curto ciclo, casos do feijão, bata-rena e hortícolas.

"Até bem pouco tempo, o mercado local não tinha muitas hortícolas, sendo que as mesmas eram trazidas de outros lugares, inclusive importadas”, afirmou,

Paulo Sozinho acrescentou ainda que um total de 600 famílias da comuna do Cota aprendeu várias técnicas sobre a produção, diversificação e multiplicação de culturas, com realce para a mandioca, bem como as de ciclo curto, para além de comercialização e transformação dos produtos.

"O MOSAP, em Malanje, tem registado 1.248 escolas de campo. Deste número, 360 serão graduadas até final deste mês, o que representa um marco importante, porque os produtores frequentaram durante três a cinco anos os ciclos de aprendizagem nas escolas de campo. Terminado o ciclo de aprendizagem, os agricultores familiares vão receber os certificados. Doravante, os produtores abrangidos pela iniciativa estão preparados para uma produção direccionada para o mercado”, disse.

 

Milhares de famílias treinadas

O coordenador provincial do Projecto de Agricultura Familiar e Comercialização (MOSAP) realçou que os camponeses aprenderam a fazer a produção de várias culturas e a multiplicação de sementes, porque um dos grandes problemas relacionados com a produção agrícola familiar tem a ver com a limitação no acesso as sementes, quer em quantidade como em qualidade.

Por isso, frisou, todos os produtores graduados tem disparidade a nível da produção da mandioca, principalmente.

Paulo Sozinho garantiu que esse processo das escolas de campo levado a cabo pelo projecto MOSAP II, cuja fase 3 já está em implementação em várias localidades do país, apesar de ter já terminado terá sequência com o Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), tendo em conta que os técnicos estão capacitados para a devida assistência técnica.

Disse também terem sido treinados cerca de 400 facilitadores das comunidades e que apoiam as escolas de campo nas 15 aldeias de 15 comunas de intervenção do projecto.

De acordo com o responsável agrário, 37 mil famílias beneficiaram de treinamento e capacitação a nível das escolas, dos quais 20 por cento estão no primeiro ciclo, 20 no segundo e 60 no terceiro ciclo estando já a ser graduados com a fase conclusiva do processo de formação.

O gestor do MOSAP assumiu que o processo vai continuar, mas que se precisa continuar a fazer advocacia junto das administrações municipais para que, no âmbito do Programa de Combate à Pobreza, as escolas de campo sejam a base para uma agricultura mais competitiva.

Alinhamento com o PDN 2018 – 2022

Por seu turno, o director do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), Alcino Tito, disse que, no âmbito da intervenção junto às famílias camponesas, têm estado a implementar as escolas de campo como uma ferramenta de produção.

O objectivo é capacitar os produtores familiares para melhorar as técnicas de produção e consequentemente o aumento da produção nas lavras individuais.

Alcino Tito garantiu que os membros das escolas estão capacitados para o aumento da produção e produtividade.

Em termos de organização, depois deste ciclo, vai-se organizar em cooperativas para resolver os problemas de produção em conjunto. Vai-se, igualmente, negociar com as instituições na procura por financiamentos e mercados para resolução das principais necessidades.

A agricultora e tesoureira da associação Njinga Mbande, Delfina Monteiro, garantiu a aposta plena na produção de mandioca e hortícolas como repolho, cebola, alface, couve, entre outras culturas características da região.

O director em exercício do Gabinete Provincial da Agricultura e Pescas de Malanje, Armando Chipaco, disse que a actividade está alinhada ao Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022, e augura, que até 2027, os camponeses deixem a agricultura de subsistência para o agro-negócio, visando à melhoria das condições sociais e económicas das respectivas famílias.

O administrador municipal de Calandula, Mateus Vunje, disse, a propósito, que a comuna do Cota é a que possui mais Escolas de Campo, a nível da província e que o acto de graduação das mesmas representa um valor acrescentado ao aumento da produção; e que esse progresso continue, para que outras escolas também sejam graduadas e, deste modo, elevar-se o nível de produção na comuna.

O país regista, segundo dados recolhidos pelo Jornal de Angola de fontes do IDA, seis mil Escolas de Campo e pretende, até 2027, chegar as 10 mil.

As Escolas de Campo são plataformas de inovação reais e eficazes para o desenvolvimento rural, ao combinar a sabedoria local com as melhores práticas de agricultura disponíveis. São espaços de transformação dos sistemas alimentares, empoderamento social e crescimento económico para as comunidades, nas quais os agricultores são os protagonistas do desenvolvimento, avançando para a realização dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável.

 

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